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Experiências transculturais inspiram jovens no I Will Go Participantes do evento de voluntariado, que acontece no Chile, tiveram contato com histórias marcantes de várias partes do mundo

Publicada em: 28/10/2025 13:06 -

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I Will Go
Pastor Yure Gramacho explicou aos participantes como funciona a abordagem de cristãos em contextos culturais distintos como é o caso do Japão. (Foto: Comunicação da Universidade Adventista do Chile)

Estar no Congresso I Will Go não é apenas uma experiência social em que amigos se reúnem para louvar a Deus e ouvir algumas típicas mensagens bíblicas inspiradoras. O ambiente preparado na Universidade Adventista do Chile, em Chillán, foi além. Serviu para que jovens tivessem contato com experiências reais e desafiadoras. Grande parte dos workshops foi apresentada por pessoas que servem em países e regiões onde os cristãos são poucos e cuja influência ainda é pequena.

No programa de abertura, o pastor Yure Gramacho, que vive com sua família em Tóquio, no Japão, falou do ministério de amizade que desenvolve com os nativos. Em uma grande metrópole urbana, a Grande Tóquio abriga mais de 40 milhões de pessoas. A proporção é de 1 adventista do sétimo dia para cada 20 mil pessoas. O cristianismo é considerado oficialmente uma religião de apenas 1% desta população.

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Mesmo assim, Gramacho explicou que diversas comunidades adventistas estão sendo estabelecidas nas casas das pessoas. Há aproximadamente 17 home churches, ou, em tradução livre, igrejas nos lares em várias partes do Japão. O primeiro passo para construir este tipo de relacionamento entre cristãos adventistas e nativos japoneses foi a aproximação do povo comum. “Saímos da nossa bolha religiosa para conviver com as pessoas”, ensina Gramacho.

Um bom exemplo foi o aniversário de oito anos de um de seus filhos. Aproveitando a ocasião, o brasileiro convidou os pais dos amigos do filho e vizinhos para celebrar. Em meio a um ambiente com refeições compartilhadas, conversas informais e, em alguns casos, até momentos de jogos de tabuleiro, uma amizade nasceu. O resultado hoje é que várias pessoas estão abrindo seus lares para dialogar mais sobre Jesus Cristo e conhecer melhor o cristianismo e a Bíblia Sagrada. “Em uma dessas igrejas nos lares, uma senhora japonesa resolveu aprender a língua de sinais do idioma japonês para ensinar a Bíblia a outra pessoa.”, explica o missionário.

Turquia

Durante o Congresso I Will Go, outro palestrante que dividiu um pouco de sua grande experiência além-mar foi o teólogo adventista Daniel de Oliveira. Há uma década, ele vive com sua família na Turquia, especificamente na histórica cidade de Istambul. Natural de São Bernardo do Campo, no chamado ABC Paulista, Oliveira estudou teologia no Brasil, mas logo após a graduação partiu para os desafios no estrangeiro.

Ele atua na região administrativa adventista chamada Campo Ásia Ocidental, que atende a Turquia, Irã e Chipre. Nesses três países, vivem cerca de 700 adventistas do sétimo dia. O preparo intelectual é uma característica presente no ministério dos que se lançam a este tipo de experiência. Além de falar e escrever em turco, Oliveira concluiu duas pós-graduações em nível de mestrado sobre história da religião islâmica e história turco-otomana.

O brasileiro explica que a Turquia hoje é um país predominantemente secular, considerado pelos estudiosos de missão como pós-islâmico. As atividades dos cristãos, no entanto, avançam por meio das reuniões nas casas das pessoas, pois não há templo adventista oficial na Turquia. Entre os participantes destes grupos, há uma forte presença de estrangeiros, vindo sobretudo de países do continente africano e que se estabelecem em solo turco.

Um dos grandes desafios para o avanço do trabalho é a falta de gente. Esta é uma das razões pelas quais Daniel participa do I Will Go. Ele foi ao Chile também para observar possíveis novos voluntários dispostos a se unir ao grupo no futuro para servir na Turquia. A juventude que atendeu ao chamado do I Will Go é um campo fértil para recrutamento. “Estamos sempre orando e atuando para termos mais pessoas que se coloquem nas mãos de Deus para servir na região em que estamos”, ressalta.


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